“Encantaria Solar” é uma experiência artístico-musical e sensorial concebida pela Orkestra Djalô especialmente para o Festival de Inverno Universitário – FIU 2026.
A proposta transforma a Sala de Vidro da UFOP em um território de atravessamentos sonoros, imagéticos e corporais, conectando música afro-brasileira, performance, memória ancestral, crítica ambiental e imaginação coletiva.
A ação propõe uma ocupação poética da Sala de Vidro por meio de apresentações musicais, instalação visual, figurinos, projeções e elementos cenográficos inspirados no calor, na seca, nos ciclos da natureza, na espiritualidade afro-diaspórica e na resistência dos povos diante das urgências climáticas. A água vem representando a parte oculta da canção “você pega um trem azul...”, e também permeia o ambiente e a proposta, em contraponto à seca, como esperança de vida e re-equilíbrio, neste encontro entre o sol, a terra e as águas, caminhamos de re-tomada de nossos territórios e Oris (como a “cabeça” é chamada na língua yorubá).
Partindo da temática do FIU 2026 — “O sol na cabeça” — a Orkestra Djalô constrói um espetáculo que compreende o sol como força ambígua: fonte de vida, energia e criação, mas também marca do colapso ambiental, das queimadas, da mineração predatória e das desigualdades que recaem principalmente sobre os corpos negros, periféricos, indígenas e populares.
A proposta reúne música autoral e releituras da cultura popular brasileira em diálogo com ritmos como ijexá, bois, congado, samba, maracatu, afrobeat e música popular mineira, se configurando como um rito contemporâneo de celebração, denúncia e reencantamento.